O artigo tem como finalidade partilhar os saberes docentes da Educação Básica do Ensino de História do Brasil e do Chile, a partir da perspectiva da “Interculturalidade e Ensino de História em Gerúndio”, enquanto categorias de análise dos significantes “diferença” e “tradução cultural”, a partir dos depoimentos autorais e “traduções” dos professores de história entrevistados. Para tanto, a metodologia abrange revisão bibliográfica e “metodologia das conversas” (Ribeiro; Souza; Sampaio, 2023), contribuindo para repensarmos as tradições e discursos que tentam se hegemonizar através da colonialidade do poder (Quijano, 2000). Ir além das relações de poder acontece quando docentes, atuando no “entre-lugar” (Bhabha, 2013a) e no “tempo-espaço de fronteira” (Monteiro; Penna, 2011), conseguem reconhecer as diferenças através do diálogo-conversa, como brecha crucial para pensar o professor como autor curricular e autor do conhecimento histórico escolar (Monteiro; Ralejo, 2018).