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CHAMADA DE ARTIGOS 

2020/1 - NARRATIVAS, DIREITOS HUMANOS E FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE HISTÓRIA
Organizadores:
Dra. Raquel Alvarenga Sena Venera - Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE
Ms. Felipe Rodrigues da Silva - UNISOCIESC e redes municipal de Joinville e estadual de Santa Catarina
PRAZO LIMITE DE SUBMISSÃO: 31/7/2020

Ementa: 

A proposta do dossiê é socializar estudos teóricos ou resultados de pesquisas que exploram as mais diversas práticas narrativas e processos de aprendizagens e formação de professores de História, especialmente relacionados a educação para os Direitos Humanos. Trata-se de uma perspectiva interdisciplinar no Ensino de História que entende a necessidade de diálogos do campo da História com outras áreas do conhecimento em vistas dos problemas complexos da sociedade que se evidenciam nas salas de aula. Especialmente, as questões urgentes relacionadas aos Direitos Humanos exigem dos professores a consciência reflexiva e dialógica entre os saberes experienciais e os acadêmicos. Desta forma, busca-se enfocar discussões sobre experiências narrativas, formação e autoformação docente especialmente aquelas relacionadas aos sentidos do tempo, da memória e dos Direitos Humanos. Destacam-se aspectos envolvidos na elaboração de memórias e modos como os sujeitos reconfiguram suas identidades no processo de aprendizagens formativas sistemáticas, como em universidades e cursos de formação, mas também, em experiencias no fazer docente, com colegas mais experientes, estudantes, comunidades, movimentos sociais e, até mesmo, a recente experiencia de confinamento social. Essa experiencia específica, muito mais como experiencia de lócus reflexivo e menos como produto de pesquisa, dado o tempo presente e a impossibilidade retrospectiva. No entanto, a circunstância que força mudanças de práticas e fazeres docentes e, fundamentalmente a urgência da defesa dos Direitos Humanos em tempos de crises humanitárias planetária. Intenciona-se evidenciar discussões sobre pesquisas no Ensino de História em suas dimensões epistemológicas interdisciplinares e de práticas narrativas como aposta ética e política da formação e valorização da vida e da construção existencial no tempo. Busca-se entender as identidades e os saberes docentes em suas mais diversas articulações, desde aqueles previstos nas diretrizes oficiais da formação, mas também da reflexividade das experiencias cotidianas expressas em narrativas de memórias. Os artigos poderão tratar dos seguintes temas: narrativas, Educação para os Direitos Humanos; identidades docentes; aprendizagens com as experiencias docentes; relações de processos de escuta com movimentos sociais e comunidade escolar; políticas públicas de educação para os Direitos Humanos. 

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2020/2 - APRENDIZAGEM HISTÓRICA EM QUESTÃO
Organizadores:
Dra. Marcella Albaine Farias da Costa - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
Dr. Marcus Leonardo Bomfim Martins - Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (ProfHistória/UFRJ)
PRAZO LIMITE DE SUBMISSÃO: 31/8/2020

Ementa: 

A proposta desse dossiê é colocar a aprendizagem histórica sob suspeita. Isso significa criar possibilidades para que se reflita sobre suas definições em disputa; sobre os efeitos que seus sentidos provocam em termos de práticas pedagógicas, de relações com a historiografia, e de relações entre docentes e discentes; sobre os desafios em romper com algumas perspectivas hegemônicas que configuram o código disciplinar da História (CUESTA FERNÁNDEZ, 2009) quando o que está em jogo é o que está sendo legitimado como aprendizagem histórica nas aulas de História, nos livros didáticos, nas políticas de avaliação, nas políticas curriculares oficiais.

Colocar sob suspeita, no entanto, não significa negá-la. Significa apostar na ampliação democrática de seus sentidos de forma a reconhecer outras possibilidades de aprender História que extrapolem a memorização conteudista. É igualmente importante sublinhar que tampouco tal ampliação significa prescindir dos conteúdos nas relações de ensino-aprendizagem, pois partilhamos do entendimento de Laville (1999) de que não se ensina História sem conteúdos.

Tratamos aqui de pensar os conteúdos mais como meios e menos como fins em si mesmos. Se o objetivo do ensino de História é formar cidadãos críticos, e se não se ensina História sem conteúdos, é necessário pensar a aprendizagem histórica como um híbrido que articula elementos cognitivos e éticos/políticos na relação que os estudantes estabelecem com os conhecimentos históricos que lhes são ensinados.

Elencamos então uma série de indagações que podem auxiliar no processo de enfrentamento das questões que interpelam a aprendizagem histórica: O que significa aprender História? Qual o papel dos conteúdos nessa aprendizagem? Como avaliar aprendizagens históricas? Que elementos cognitivos, éticos e estéticos configuram uma aprendizagem histórica? Que desafios as mídias sociais impõem à aprendizagem histórica? As tecnologias digitais podem propiciar formas outras de aprender História? Que relações entre aprendizagem e consciência históricas? Que limites e possibilidades a cultura escolar e a cultura histórica oferecem para a aprendizagem histórica? Que filiações teóricas embasam as pesquisas sobre aprendizagem histórica? Que articulações entre práticas pedagógicas e sentidos de aprendizagem histórica? Que efeitos sobre os processos de subjetivação a aprendizagem histórica pode provocar? Que habilidades e competências foram desenvolvidas por quem aprendeu História?

Reconhecemos que tais indagações não esgotam as possibilidades de enfrentamento da temática, mas servem para fomentar o debate. Sendo assim, trabalhos empíricos e ensaios teóricos que se preocupem com a aprendizagem histórica em suas diversas interfaces serão bem-vindos para a composição desse Dossiê.

 

CHAMADA DE ARTIGOS

 
A Revista História Hoje convida a todos a submeterem artigos para os seguintes dossiês:  
Publicado: 2020-05-18 Mais...
 

EDITAL PARA CHAMADA DE DOSSIÊS TEMÁTICOS - 2020/2021

 
REVISTA HISTÓRIA HOJE - ANPUH-BRASIL  
Publicado: 2020-03-12 Mais...
 
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