Ir para o menu de navegação principal Ir para o conteúdo principal Ir para o rodapé

Dossiê

v. 15 n. 1 (2026): Janeiro-Dezembro

Quem narra o Brasil desde a Primeira República? A educação histórica entre a lâmina do silêncio e a voz da insurreição

DOI
https://doi.org/10.20949/rhhj.v15/1369
Enviado
junho 30, 2025
Publicado
2026-06-04

Resumo

Diante do currículo de História como campo de disputa por diferentes perspectivas que almejam controlar o passado para governar o futuro, o presente artigo propõe refletir e questionar sobre o currículo como dispositivo de poder, com foco na Primeira República brasileira e atual, articulado à lógica da colonialidade do saber e do silenciamento. Analisa-se quatro capítulos do manual didático Nossa Patria, de Rocha Pombo (1925) e dois capítulos do livro didático História por toda parte, de Gislane Azevedo e Reinaldo Seriacopi (2024), que revelam como, desde a formação do sujeito-cidadão por um currículo colonizado, esse imaginário perpassou pela história brasileira por cem anos. A análise se ancora na arqueogenealogia de Foucault, na Filosofia da Libertação de Dussel e seus interlocutores. Por fim, defende-se que epistemologias decoloniais e perspectiva da interculturalidade crítica indicam rumos para o saber do Sul.

Downloads

Não há dados estatísticos.