Este artigo analisa os fundamentos da Pedagogia Histórico-Crítica (PHC) e sua relação com o ensino de História, destacando a centralidade do trabalho educativo, a importância dos conteúdos escolares e a dimensão transformadora da práxis revolucionária. A PHC, baseada no materialismo histórico-dialético, opõe-se às tendências hegemônicas no campo educacional, como o construtivismo e as pedagogias das competências, que reforçam uma concepção adaptativa da educação. O texto
discute a didática histórico-crítica, estruturada em cinco eixos: a dimensão ontológica do trabalho, a transmissão dialética do conhecimento, o domínio docente do
conteúdo, a organização espiralar do ensino e a relação ensino-aprendizagem. Conclui-se que a PHC propõe um ensino de História como ferramenta de emancipação, vinculada ao projeto socialista.