Neste artigo, descrevo e analiso a experiência do desenvolvimento do Projeto “Faces da Ditadura”, com estudantes do 3º ano do curso Técnico em Agropecuária integrado ao Ensino Médio, no contexto de uma formação humana integral. O trabalho ancora-se na perspectiva heurística e formacional da Etnopesquisa Crítica e Implicada, conforme as proposições de Roberto Sidnei Macedo (2025). Na pesquisa, realizada com os estudantes do Instituto Federal
Baiano (campus Catu), utilizei a observação participante e a análise de diários de bordo da turma, bem como os relatórios individuais dos participantes para a produção de constructos de compreensão. Concluo que as vivências no Projeto contribuíram significativamente para a formação integral dos estudantes — promovendo as “aprendizagens para a vida” e a “aprendizagem histórica” — e o desenvolvimento do pensamento crítico-cidadão e de habilidades essenciais. Neste artigo, reflito ainda sobre os desafios e as aprendizagens colaborativas propiciadas por essa prática pedagógica e de pesquisa.