Espaço São José Liberto como “patrimônio difícil”: desafio para o ensino de História

Wesley Oliveira Kettle

Resumo


Este trabalho tem como objetivo analisar
a relação entre a memória prisional e
o ensino de História a partir de experiências
educacionais realizadas no Espaço
São José Liberto, buscando compreender
as formas como diferentes
vozes enfrentam esse passado ao ratificar,
contornar ou questionar a história
ali apresentada. Apresentaremos algumas
reflexões sobre essa discussão, pensando
na importância de dar voz aos
personagens marginalizados e silenciados.
O Espaço São José Liberto faz parte
do circuito turístico da cidade de Belém
e também recebe visitas de estudantes
do ensino básico e universitário. Hoje
ele é composto por ambientes que buscam
apresentar o potencial mineralógico
da Amazônia. No passado, desempenhou
entre outras funções a de convento
e presídio, guardando uma memória de
difícil abordagem.


Texto completo:

PDF

Referências


ARAUJO, Cinthia Monteiro de. Alianças entre o PNEDH e o ensino de história: concepções docentes sobre as relações entre educação e direitos humanos. Educação, Porto Alegre, v. 36, n. 1, p. 67-73, 2013. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/848/84825694010.pdf Acesso em: 18 out. 2020.

BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez Editora, 2018.

BORGES, Viviane Trindade. Carandiru: os usos da memória de um massacre. Revista Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 8, n. 19, p. 04-33, 2016. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180308192016004 Acesso em: 18 out. 2020.

BRAGA, Theodoro. Teses para conferências didáticas nas escolas públicas e particulares do Estado do Pará. In: ______. Theodoro Braga no Centenário do seu Nascimento. Belém: Conselho Estadual de Cultura, 1972.

BRAUDEL, Fernand. O Mediterrâneo e o mundo mediterrânico na época de Filipe II. 2 vols. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1983.

CAIMI, Flávia Eloisa. Fontes históricas na sala de aula: uma possibilidade de produção de conhecimento histórico escolar? Revista Anos 90, Porto Alegre, v. 15, n. 28, p. 129-150, 2008. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/anos90/article/view/7963 Acesso em: 18 out. 2020.

CARVALHO, Marília. Mau aluno, boa aluna? Como as professoras avaliam meninos e meninas. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 9, n. 2, p. 554-574, 2001. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/ref/v9n2/8640.pdf. Acesso em 18 out. 2020.

CIVILETTI, Maria Vittoria Pardal. O cuidado às crianças pequenas no Brasil escravista. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 76, p. 31-40, 1991. Disponível em: http://200.144.182.150/neinb/files/o%20cuidado%20%C3%A1s%20crian%C3%A7as%20negras%20no%20brasll%20escravista.pdf. Acesso em: 01 out. 2020.

COELHO, Alan Watrin. São José Liberto, joias e artesanato do Pará: pesquisa histórica acerca do Presídio São José. Belém: SECULT, 2002.

COELHO, Geraldo Mártires. A pátria do Anticristo: A expulsão dos jesuítas do Maranhão e Grão-Pará e o messianismo milenarista do Padre Vieira. Luso-Brazilian Review, Wisconsin: University of Wisconsin Press, v. 37, n. 1, p. 17-32, 2000. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/3513855?seq=1. Acesso em 01 set. 2020.

CRUZ, Ernesto. Procissão dos Séculos. Belém: Imprensa Oficial, 1952.

DA SILVA, Wiliam Vinícius Vargas; RAMOS, Gustavo Linhares. A Cavalaria Brasileira-sua origem, desenvolvimento e evolução. O Adjunto: Revista Pedagógica da Escola de Aperfeiçoamento de Sargentos das Armas, Cruz Alta, v. 6, n. 1, p. 57-64, 2018. Disponível em: http://ebrevistas.eb.mil.br/index.php/adj/article/view/2073/1672. Acesso em: 05 set. 2020.

GÓMEZ, Oscar Gerardo Ramos. Sebastián de Benalcázar: conquistador de Quito y Popayán. Anaya. Madrid: Anaya, 1988.

LANGER, Johnni. O mito de Eldorado: origem e significado do imaginário su-lamericano (século XVI). Revista de História, São Paulo, n. 136, p. 25-40, 1997. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/18809/20872. Acesso em: 01 set. 2020.

LE GOFF, Jacques. História e memória. Campinas (SP): Ed. Unicamp, 2003.

LIMA, Alexandre Caleja. Proposta de Restauração e Reciclagem do presídio São José. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Arquitetura e Urbanismo). Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade da Amazônia. Belém, 1999.

MACDONALD, Sharon. Difficult heritage: Negotiating the Nazi past in Nuremberg and beyond. New York: Routledge, 2010.

MAROJA, Ana Paula. O Espaço São José (Belém-PA): liberto dos grilhões da lei e preso às imagens do tempo. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Educação Artística - Habilitação em Desenho). Curso de Educação Artística: Universidade da Amazônia. Belém, 2002.

NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Tradução: Yara Aun Khoury. Projeto História (Revista do Programa de Estudos Pós-graduados em História/Departamento de História, PUC-SP), São Paulo, v.10, p.7-28, 1993. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/revph/article/viewFile/12101/8763 Acesso em: 18 out. 2020.

NUNES, Francivaldo Alves. Nas cercanias da Belém oitocentista: entre fazendas, sítios, olarias e engenhos. Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, Belém, v. 5, n. 01, 2018. Disponível em: http://ihgp.net.br/revista/index.php/revista/article/viewFile/63/pdf_104. Acesso em: 01 out. 2020.

OLIVEIRA, Mayra Cardoso. Baêta de. As companhias milicianas de pedestres no Maranhão (década de 1820). In: III Simpósio de História do Maranhão Oitocentista: impressos no Brasil do século XIX, 2013, São Luis. Anais... São Luís, 2013. p. 1-7. Disponível em: https://docplayer.com.br/8465698-As-companhias-milicianas-de-pedestres-no-maranhao-decada-de-1820.html Acesso em: 18 out. 2020.

PAREDES, Cezinando Vieira. A influência e o significado das tatuagens nos presos no interior das penitenciárias. Monografia (Especialização em Tratamento Penal e Gestão Prisional. Unidade), Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2003. pp. 40. Disponível em: http://www.depen.pr.gov.br/arquivos/File/monografia_cezinando.pdf Acesso em: 18 out. 2020.

PIVA, Teresa C. C.; FILGUEIRAS, Carlos A. L. O fabrico e uso da pólvora no Brasil colonial: o papel de alpoim na primeira metade do século XVIII. Química Nova, São Paulo, v. 31, n. 4, p. 930-936, 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/qn/v31n4/a36v31n4.pdf. Acesso em 01 out. 2020.

SÁ, Magali Romero. A "peste branca" nos navios negreiros: epidemias de varíola na Amazônia colonial e os primeiros esforços de imunização. Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, São Paulo, v. 11, n. 4, p. 818-826, 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-47142008000500008&script=sci_arttext Acesso em: 18 out. 2020.

SANTOS, Myrian Sepúlveda dos. Os conflitos entre natureza e cultura na implementação do Ecomuseu Ilha Grande. História, Ciência, Saúde. Manguinhos, v. 12, p. 381-400, 2005. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/3861/386137988020.pdf Acesso em: 18 out. 2020.

SIMAN, Lana Mara de Castro; COELHO, Araci Rodrigues. O Papel da Mediação na Construção de Conceitos Históricos. Educação e Realidade, Porto Alegre, v. 40, n. 2, p. 591-612, 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/edreal/v40n2/2175-6236-edreal-40-02-00591.pdf. Acesso em: 01 out. 2020.

SINHORETTO, Jacqueline. Mapa do encarceramento: os jovens do Brasil/Secretaria-Geral da Presidência da República e Secretaria Nacional de Juventude. Secretaria Nacional da Juventude, 1ª Edição. Brasília: Presidência da República, 2015.




DOI: https://doi.org/10.20949/rhhj.v10i19.734

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2021 Wesley Oliveira Kettle

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

       

 

 

 

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia