O presente artigo tem por objetivo analisar parte da trajetória, mais especificamente, a formação escolar de uma aluna que se torna professora. Descendente de
italianos, Botyra Camorim morou e estudou no bairro operário do Brás, em São Paulo, nas duas primeiras décadas do século XX. De um lado, a proposta é compreender, por meio da história de um sujeito, de um itinerário particular, a organização do sistema de ensino paulista dentro do modelo ideal republicano de escola nas primeiras décadas do século XX. De outro, pretende-se evidenciar os desafios enfrentados por esse mesmo sujeito
para trilhar os percursos que lhe são impostos. Como resultado, observa-se que o mito do sucesso escolar, sinônimo de boas notas no boletim, não tem correspondência direta com a escolha da profissão docente.