"Desde menor, a minha escola é minha favela”: Uma análise sobre o funk enquanto dispositivo pedagógico de educação nas aulas de História e Sociologia.

Juliana da Silva Bragança, Ingra Daniela dos Santos Maciel

Resumo


É notável que o debate sobre a criminalização do funk vem se intensificando nos últimos anos. Há cerca de 1 ano, a prisão do DJ Rennan da Penha sob provas questionáveis fometou ainda mais os debates que giram em torno deste tema. Alguns meses depois, o massacre por parte da Polícia Militar do Estado de São Paulo contra adolescentes e jovens presentes no Baile da DZ-7, em Heliópolis (favela da Zona Sul da cidade de São Paulo) deixou um saldo de 9 mortos e a certeza de que o debate sobre a criminalização do funk e a perseguição contra suas manifestações (sobretudo bailes funk) e seus adeptos está longe de ser esgotado. Este artigo apresenta sugestões de como inserir estes debates na sala de aula com vistas a romper com a histórica criminalização do funk.


Texto completo:

PDF

Referências


ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Os índios na história do Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010.

BRAGANÇA, Juliana da Silva. Preso na Gaiola: A criminalização do funk carioca nas páginas do Jornal do Brasil (1990-1999). Curitiba: Appris, 2020.

BRAICK, Patricia Ramos; MOTA, Myriam Becho. História: das cavernas ao terceiro milênio. 4 ed. São Paulo: Moderna, 2016.

BRASIL. Ministério de Educação e Cultura. LDB - Lei nº 9394/96, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da Educação Nacional. Brasília : MEC, 1996.

BRASIL. Lei 10.639/2003, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9. 394, de 20 de dezembro de 1996. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília.

BRASIL. Lei 11.645, de 10 de marco de 2008. Disponível em: Acesso em: 03 abr. 2020.

CETTOLIN, Franciele. “Musicando a História e Historiando a Música em Escolas de

Caxias do Sul (2008-2014)”. AEDOS, vol. 7, no 16, julho de 2015, p. 164–83.Cettolin, Franciele. “Musicando a História e Historiando a Música em Escolas de Caxias do Sul (2008-2014)”. AEDOS, vol. 7, no 16, julho de 2015, p. 164–83.

DE OLIVEIRA, Luiz Fernandes; CANDAU, Vera Maria Ferrão. Pedagogia decolonial e educação antirracista e intercultural no Brasil. Educ. rev. [online]. 2010, vol.26, n.1, pp.15-40. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-46982010000100002&lng=pt&tlng=pt

Acesso em: 8.Abril.2020DINIZ, André; CUNHA, Diogo. A República Cantada: do choro ao funk, a História do Brasil através da música. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 15. Ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.

HERMETO, Miriam. Canção popular brasileira e o Ensino de História. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.

HERSCHMANN, Micael. O funk e o hip-hop invadem a cena. 2. ed. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2015.

HOBSBAWN, Eric J. História social do jazz. Tradução: Angela Noronha. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.

HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir. A educação como prática da liberdade. 1. ed. São

Paulo, 2013.

LE GOFF, Jacques. Documento/monumento. IN: LE GOFF, Jacques. In: História e Memória. Campinas: Editora da UNICAMP, p. 525-541, 2003.

LOPES, Adriana Carvalho. Funk-se quem quiser: no batidão negro da cidade carioca.

FAPERJ, 2011.

______. et al. A Construção da identidade juvenil no funk carioca. Anais do SETA, v. 1,

NAPOLITANO, Marcos. História e Música. Belo Horizonte: Autêntica, 2002. _______. História e Música Popular: um mapa de leituras e questões. Revista de História, v.57, p.153-171, 2007. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/19066/21129. Último acesso em 09/09/2019.

RATTS, Alex. Eu sou atlântica. Sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Instituto Kuanza, 2007.RATTS, Alex. Eu sou atlântica. Sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Instituto Kuanza, 2007.

SÁ, Simone Pereira de. Funk carioca: música eletrônica popular brasileira?! Revista E-COMPÓS, v. 10, a. 2007. Disponível em: https://www.e-compos.org.br/e-compos/article/view/195/196. Acesso em 03/04/2020.

SOARES, Olavo Pereira; HERMETO, Miriam. Apresentação do Dossiê Música e Ensino de História. Revista História Hoje, v. 6, n. 11, p. 03-06, 2017. Disponível em: rhhj.anpuh.org, doi:10.20949/rhhj.v6i11.353. Último acesso em 02/04/2020.

_________. “Entrevista – Marcos Napolitano História e música popular: entre a historiografia contemporânea e as práticas de ensino na Educação Básica”. Revista História Hoje, v. 6, n. 11, p. 142–46, 2017. Disponível em: rhhj.anpuh.org, doi:10.20949/rhhj.v6i11.353. Último acesso em 02/04/2020.

SOUZA, Carlos Eduardo Dias; SILVA Gladysmeire Guimarães. Revista História Hoje, v. 6, nº 11, p. 191-215, 2017. Disponível em: https://rhhj.anpuh.org/RHHJ/article/view/347/230. Último acesso em 09/09/2019.

SPOTTI, Carmem Véra Nunes, et al. “‘O lugar onde vivo’: das narrativas orais indígenas à prática de leitura e de escrita”. Nau Literária, vol. 9, no 2, dezembro de 2013.

VÁRIOS Autores. Sociologia em movimento. 2. ed. São Paulo: Editora Moderna, 2016.

VIANNA, Hermano. O mundo funk carioca. 2. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.

Entrevista

ARAGOSO, Antônio. Tojão. Entrevista III. [set. 2017]. Entrevistador: Ingra Daniela dos Santos Maciel. Rio de Janeiro, entrevista realizada no Mc Donald, Penha, 2017.3. arquivo .mp3 (24 min.) (Informação Verbal)

Músicas

A firma é forte. Intérpretes: MC Tikão e MC Frank. Informações técnicas desconhecidas. Disponível em . Último acesso em 05 jan. 2017.

DELAÇÃO Premiada. Intérprete: MC Carol. Compositor: Carolina de Oliveira Lourenço e Leonardo Manfrinato Justi. In: MC CAROL Bandida. VEVO. Niterói: Niterói Records, 2015. Disponível em: . Último acesso em 05 jan. 2017.

LIBERDADE dos funkeiros. Intérpretes: MCs Márcio & Goró. Compositor: Desconhecido. In: BACK to Black, 1995. LP, Lado A.

MONTAGEM Ardendo Assopra. Intérprete: Tati Quebra-Barraco. Compositores: Eduardo Silva, Maicon Evaristo Correa de Souza e Marcos Paulo Ferreira Gomes. In: Boladona, Rio de Janeiro: Link Records, 2000. CD.

NÃO Foi Cabral. Intérprete: MC Carol. Compositor: Carolina de Oliveira Lourenço. In: MC CAROL Bandida. VEVO. Niterói: Niterói Records, 2015. Disponível em: . Último acesso em 05 jan. 2017.

RAP do Silva. Intérprete: MC Bob Rum. Compositor: Moyses Osmar da Silva. In: RAP Brasil Vol. II. São Paulo: Som Livre, 1995, CD.

SOU Feia Mas Tô Na Moda . Intérprete: Tati Quebra-Barraco. Compositores: Bruno Baranda Cardoso, Ricardo Pinto Gama e Tatiana dos Santos Lourenço . In: Boladona, Rio de Janeiro: Link Records, 2000. CD.




DOI: https://doi.org/10.20949/rhhj.v9i18.591

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2020 Juliana da Silva Bragança, Ingra Daniela dos Santos Maciel

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

       

 

 

 

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia